SINDEP/MG esteve presente no ponto de apoio da PCMG em Brumadinho/MG


O presidente do SINDEP/MG, Bertone Tristão, compareceu, neste sábado (9), na cidade de Brumadinho/MG, especificamente, no setor onde os órgãos da Segurança Pública de Minas Gerais estão dando suporte para os trabalhos que estão sendo realizados na mina Córrego do Feijão, onde ocorreu o rompimento da barragem da empresa Vale e que se encontram pessoas que faleceram e que estão desaparecidas. Sobre a visita, é importante informar que o local de apoio dado aos órgãos da segurança modificou, uma vez que estavam utilizando a Faculdade ASA, mas em virtude do início das aulas, tendo os trabalhos transferidos para o clube Aurora. Bertone destaca que a empresa Vale está disponibilizando toda a estrutura para o trabalho das equipes das polícias civil e militar, bombeiros, defesa civil, IEF, defensoria, bem como as de outros órgãos presentes. Com referência aos trabalhos da Polícia Civil no local, além do apoio aérea para as buscas de sobreviventes e corpos desde o início, há também o traslado constante de equipes do local do acidente até o clube Aurora e vice-versa, que fica há aproximadamente 25km de distância. "O trabalho de voluntários tem sido muito importante junto a coordenação da PCMG para o transporte de restos mortais", frisou Bertone. Também no local estão a comunicação da PCMG e algumas equipes coordenadas pelo delegado assistente da instituição, Arlem Bahia. A PCMG também está atuando na investigação e prisão de pessoas que estão aplicando golpes, na tentativa de obter a doação oferecida pela empresa Vale às famílias dos falecidos e desaparecidos, além daqueles que utilizaram drones de maneira ilegal na tentativa de ajudar, o que poderia atrapalhar o tráfego aéreo, que está intenso na região com diversas aeronaves. De acordo com Tristão, a Vale está disponibilizando alimentação às equipes, além de ter construído estrada no local e um heliponto. "Essa mesma contribuição está sendo disponibilizada ao IML, que recebeu um maquinário no montante de mais de um milhão e meio de reais, tudo pago pela Vale. Essas máquinas servem para escanear os corpos, uma vez que já estão sendo encontrados pedaços de corpos, devido ao terreno e ao estado de decomposição daqueles, o que dificulta na identificação", afirmou o presidente do SINDEP/MG. Como já avaliado, o rompimento da barragem em Brumadinho teve um impacto de tragédia humana muito maior que o de Mariana, em que o impacto maior foi no meio ambiente, considerando o número de desaparecidos e mortos. Inclusive a probabilidade de encontrar sobreviventes vem diminuindo com o passar do tempo. Segundo Bertone, alguns corpos foram encontrados no rio Paraopebas e moradores que residem às margens dele alegam ter visto outros boiando, porém tais informações carecem de outros meios de confirmação. O presidente do SINDEP/MG também explica que agora a forma de busca pelos corpos foi modificada em razão da sedimentação do solo. "Antes os bombeiros e localizadores arrastavam e nadavam em meio a lama, o que agora é impossível", disse Bertone. Por fim, a responsabilização por esta tragédia está sendo apurada pelo Departamento de Meio Ambiente da PCMG, por meio de uma investigação qualificada, visto a instituição ter adquirido muito experiência com o que o ocorreu em Mariana. " É importante destacar que a investigação corre no Departamento de Meio Ambiente, em que equipes estiveram em Brumadinho nos dias subsequentes à tragédia, realizando os primeiros levantamentos, e estas acreditam que a PCMG vai conseguir fazer um excelente trabalho devido às experiência que adquiriram com a tragédia ocorrida em Mariana com o rompimento da barreira da Samarco", ressaltou Bertone. 


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