Entidades de classe apoiam movimento de policiais civis para melhoria das condições de pagamento do


Após a notícia de que o Governo de Minas pagaria, além de parcelado, uma quantia menor da primeira parcela do salário dos servidores públicos do estado, inclusive para os Policiais Civis, reduzindo de R$ 3.000,00 (três mil reais) para R$ 2.000,00 (dois mil reais), além de passar o restante para depois do natal, no dia 28, e para finalizar, de que não teria previsão para o 13° salário, Policiais Civis decidiram promover uma manifestação, diante de tamanho desrespeito e massacre praticados pelo estado, paralisando as atividades do DETRAN/GAMELEIRA durante todo o dia, nesta segunda-feira (10).

O SINDEP/MG, a UPRAMIG, o SIAPOL, a COBRAPOL (representante da categoria policial civil em nível nacional), A FEIPOL/SE (representante dos Policiais Civis da região sudeste) e a NCST/MG apoiaram o movimento e estiveram presentes, com seus diretores, o dia todo no local. O impacto foi tão grande que toda a imprensa fez a cobertura, provocando uma posição do Governo, que enviou, no período da tarde, o assessor de relações sindicais, Carlos Calazans, para uma negociação com as entidades e com os Policiais Civis presentes.

Anterior à reunião com o representante do governo, um grupo de inspetores e delegados do DETRAN se exaltou, querendo colocar fim ao movimento, sem qualquer justificativa, mesmo sabendo que os Policiais Civis que ali manifestavam, junto às entidades de apoio, teriam oportunidade de negociar a péssima situação vivenciada pelos servidores públicos, referente ao parcelamento do salário e ao décimo terceiro. Ainda, foi difundida a informação de que Policiais Civis da PUMA estiveram presentes no local da manifestação para impedir que Policiais Civis “subversivos” eventualmente impedissem o funcionamento do Órgão. O que não ocorreu, pois o que chamam de subversão, nada mais é que a luta pelos direitos de uma categoria que estão sendo suprimidos.

Após mais de uma hora de reunião entre o representante do Governo, Policiais Civis e as entidades presentes, ressaltando o elevado grau de cansaço e tensão, Carlos Calazans informou que empreenderá esforços para melhorar a situação e que haveria grandes possibilidades de a primeira parcela do salário, que será repassada na quinta-feira (13), aumentar para R$ 3.000,00 (três mil reais), devido à captação de recursos, e que o Governo estaria com grandes chances de pagar a segunda parcela, ou seja, o restante do vencimento, em data anterior ao Natal, junto ao 13° salário do servidor, que segundo ele, deverá ser parcelado em quatro vezes. Ainda ressaltou que, se não conseguisse que a primeira parcela aumentasse para R$ 3.000,00 (três mil reais), tentaria, de todas as formas, pagar mais R$ 1.000,00 (hum mil reais) na próxima semana.

Calazans ressaltou que todas essas deliberações e definições serão tratadas e, se possível, concretizadas na comissão criada para discutir a folha de pagamento, em que participam entidades de classe de todas as categorias do Estado, incluindo o SINDEP/MG, e representantes do Governo. Em virtude da falta de certeza sobre o pagamento tanto do salário quanto do 13°, da forma como o assessor de relações sindicais expôs, as entidades ali presentes no movimento (SINDEP/MG, UPRAMIG. SIAPOL, COBRAPOL e FEIPOL/SE) e os Policiais Civis deliberaram para a publicação de um edital, convocando a categoria para a discussão na próxima segunda-feira (17), sobre o resultado da reunião da citada comissão. A Assembléia acontecerá às 08h30, no DETRAN/GAMELEIRA.

É importante destacar que as condições de melhorias da escala de pagamento e do 13° salário divulgadas pela imprensa e acertadas em reunião com os Policiais Civis e as entidades presentes na negociação, nesta segunda-feira (10), em frente ao DETRAN/GAMELEIRA, foram produto da mobilização ocorrida no local, com a paralisação das atividades do órgão.

Por fim, o SINDEP/MG nutre apreço e respeito pelos Policiais Civis da PUMA, assim como a todos os Policiais Civis do Estado de Minas Gerais, especialmente os que estão na ponta, no entanto, ressalta que manterá o firme propósito de lutar pela melhoria das condições de todos os Policiais Civis em todas as frentes, com o apoio das entidades de classe de grau superior, a COBRAPOL e a FEIPOL, inclusive das condições de trabalho dos servidores da própria PUMA, que certamente se sentem contrariados com essa triste realidade.


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