SINDEP/MG se reúne com candidato ao Governo de Minas, Romeu Zema, e apresenta o Projeto de Moderniza


Os diretores do SINDEP/MG e da COBRAPOL, Aline Risi e Bruno Viegas, e do SINDEP/MG, Paulo Fernando e Fernando Soares, se reuniram, na manhã desta terça-feira (23), com o candidato ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo. Além de algumas demandas solicitadas por policiais civis, a diretoria também apresentou ao candidato o Projeto de Modernização da Investigação Criminal, que vai primar pela eficiência da Polícia Civil. Policiais Civis de outras entidades também participaram da reunião.

Ao ser abordado sobre a ingerência política no trabalho e na administração da Polícia Civil, o candidato se mostrou totalmente contra e ressaltou que blindará a instituição, deixando-a fazer o seu trabalho. “Discordo totalmente da interferência política da qual a Polícia Civil está submetida, principalmente no que tange à investigação de pessoas influentes e políticos, que acarretam transferências descabidas. Tem que haver uma estrutura que funcione sem esse tipo de posicionamento, pois é inadmissível, já que a Polícia está ali para a função dela, agradando a quem agradar e desagradando a quem desagradar. Em relação a isso, no meu governo a Polícia Civil será blindada para exercer seu trabalho, da mesma forma outras instituições”, afirmou Zema. E ainda ressaltou, “meu lema é onde tem interferência política, a tendência é piorar”.

Romeu Zema também disse que não está aliado ao Partido dos Trabalhadores – PT, como andam divulgando, até mesmo porque sua visão é contrária a destes partidos, que já governaram o estado, explicando que a situação de interferência política que ocorre na Polícia Civil e em outras instituições é o que ocorre em governos já viciados. “Ao meu entender, a instituição deve tomar as decisões dela, sem interferência externa prejudicial, que é a politicagem”, explanou o candidato.

Sobre a aposentadoria dos policiais civis, Zema afirmou que nada será feito em seu governo sem dialogar com as categorias. “O que nós sabemos é que a conta não fecha, pois o que o estado tem que pagar hoje, ele não arrecada, e está ficando cada vez pior. Nós temos um estado de Minas Gerais que está falido e vocês estão sentindo na pele, sendo punidos com o parcelamento de salário. E acaso não seja tomada alguma atitude, a situação vai se agravar, e deverá ser revista. Afirmo que nós teremos que dialogar com cada categoria para resolvermos e vermos uma solução, pois se continuar da forma que está, o rombo vai aumentar. Se quem está recebendo em três vezes, daqui a quatro meses estará recebendo em quatro vezes. O orçamento público deste ano já foi enviado à assembleia e o rombo mais uma vez aumentou”, enfatizou Romeu.

Segundo ele, é certo de que algum sacrifício será feito por todos que estão no estado, porém ainda não tem a solução em mãos, explicando que está aberto a sugestões e não tem qualquer intenção de prejudicar os servidores, muito menos retirar direitos, que não é o mesmo que privilégios. “Um dos grandes problemas e que também ajudou a acumular toda essa dívida estatal foi a sustentação de um grande cabide de empregos, e mesmo que eu tome algumas providências imediatas como não morar no palácio, não receber salário enquanto não regularizar o salário de vocês, reduzir em 80% os cargos de indicação política, bem como passar as secretarias de 21 para apenas 9, ainda assim não resolverá o problema, será insuficiente. Ressalto que sempre estaremos conversando com as categorias e quando falo em privilégios, não são direitos adquiridos, mas aquilo que pode ser efetivamente cortado”, disse Romeu Zema.

Por fim, o projeto de Modernização da Investigação Criminal foi apresentado pela diretoria do SINDEP-MG ao candidato, sendo muito bem recepcionado por ele. Zema se mostrou bastante sensível em colocá-lo em prática acaso eleito, pois ele prima pela eficiência da Polícia Civil e pelo emprego de tecnologia de ponta para a realização de um trabalho mais efetivo, como já acontece em outros estados, como Rio de Janeiro, Ceará (OPJ), São Paulo e Santa Catarina.

Foi apresentado a ele o inquérito digital, interligado a outros sistemas como o PJe (Justiça); oitivas em áudio e vídeo, diminuindo o tempo de espera nas delegacias; a digitalização da identificação criminal; padronização de setores, de forma a descentralizar o local onde se concentra o maior número de trabalho; alteração institucional; e reestruturação das carreiras; tudo isso de forma a valorizar o servidor para um trabalho mais efetivo para a sociedade, como é o carro chefe do candidato com referência à Segurança Pública.


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