PCMG trilha caminho inverso da modernização e da desburocratização cartorária


Enquanto a Polícia Civil de Minas insiste em continuar com um modelo arcaico e burocrático da investigação, em que todo o trabalho de formalização e custódia se concentra na figura do Escrivão de Polícia, responsável pelo andamento do caderno inquisitorial, procedendo à investigação, por meio de oitivas, e atividades administrativas, por meio de confecções de documentos, dentre outros, com a publicação para a autorização do ingresso de mais Escrivães, a Polícia Federal, muito pelo contrário, busca uma solução para a otimização da atividade policial, com a unificação dos cargos de Escrivão e Investigador, além de lutarem no Congresso Nacional pelo ingresso único.

A carreira de Escrivão de Policia, apelidada “carinhosamente” pelos outros de “Escravão” está com o quadro totalmente defasado, com diversos profissionais se afastando para aposentadoria ou por doença, e o mais preocupante, muitos de licença. Isso porque além da sobrecarga diária de serviço, e a falta deste profissional em quase todo o estado, os Escrivães constantemente sofrem assédio moral de suas chefias, que os levam ao tratamento psiquiátrico. Fazer um concurso para 119 Escrivães da PCMG não suprirá nem de longe todo o problema vivenciado hoje, pelo contrário, ingressarão mais profissionais sãos que logo farão parte da estatística da perícia.

O ideal seria como falado na matéria a seguir, em que o cargo de Escrivão de Policia e Investigador se aglutinariam em um cargo somente, sendo um passo para a carreira única, com sigla e nome diferentes, em que todo o trabalho de investigação seria feito por todos, deixando de sobrecarregar a figura de um somente. O trabalho administrativo ficaria por conta de quem engrossou na instituição para isso: os servidores administrativos.

O resultado desta evolução “anticartorial” seria a rapidez nas investigações, o sentimento do dever cumprido, a diminuição das licenças por alto grau estresse e o contentamento da sociedade.

Desta feita, o SINDEP/MG apoia a modernização da investigação criminal, com a junção dos cargos de Escrivão de Policia e de Investigador, além do ingresso único para possibilitar as promoções a todos ao último nível da carreira principal, com o critério de meritocracia, para melhor atender a sociedade, e rechaça a criação de concurso, como publicado na sexta-feira (02.03), para o cargo de Escrivão de Policia.

Por fim, o SINDEP/MG é o sindicato representante legítimo dos Escrivães de Polícia de Minas, e mais do que ninguém sabe dos problemas vivenciados hoje, mas que surgiram desde a criação do cargo. A entidade é comprometida em apoiar e lutar pelos Escrivães de Polícia incondicionalmente enquanto perdurar esta carreira na polícia, mas nem por isso iremos apoiar concursos que visam perpetuar a situação caótica que atualmente vivem os Escrivães de Policia de Minas Gerais!

MODERNIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL JÁ!


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